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Estudo comprova falta de segurança em barcos da Amazônia

24 de março de 2008.

MANAUS - Os recentes acidentes de barco ocorridos no Rio Amazonas e no Rio Cuiabá chamaram a atenção para a falta de condições de segurança e conforto nas embarcações que transitam pelos rios da Amazônia Legal.

A maioria dos barcos que trafegam na região é construída de maneira tradicional, como se faz a mais de dois séculos, ou seja, sem utilizar recursos e tecnologias de engenharia naval.

Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) revela que há excesso de carga e passageiros nos barcos, falta limpeza e conservação (inclusive de bóias e coletes de salva-vida). Segundo a pesquisa, a alimentação servida é de péssima qualidade. Além disso, faltam informações aos passageiros sobre segurança.

De acordo com o presidente da Federação das Associações de Pescadores Profissionais do Estado do Amazonas, Ronildo Nogueira Palmeri, acidentes com pescadores (inclusive com mortes) acontecem todas as semanas, mas nem sempre é divulgado, até mesmo para a capitania dos portos.

“São pessoas pobres e não se divulga. Parece que o pescador não é importante e acabando caindo no esquecimento”, lamenta o presidente da associação.

Para o engenheiro naval Carlos Daher Padovezi, do Instituto de Pesquisa e Tecnologia da Universidade de São Paulo, os acidentes de barco na Amazônia ocorrem por falha no projeto e na construção das embarcações; mas 70% das causas estão relacionadas a erros humanos.

Ele avalia que é necessário aumentar a fiscalização para cobrar mais responsabilidade dos proprietários dos barcos e de quem conduz os barcos.

Presidente do Sindicato dos Oficiais de Náutica e Práticos do Estado do Pará, comandante Edson Lima, denuncia que os acidentes acontecem por “imprudência, imperícia e negligência”.

Segundo ele, são precárias as condições de navegação e muitas embarcações são comandadas por pessoas não qualificadas.

Foto: Fábio Pozzebom/ABr

Fonte: Redação do Portal Amazônia com informações da Agência Brasil.

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