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Lago de Coari é foco de proliferação de malária
15 de julho de 2008.
CAMPINAS/SP - As mudanças climáticas estão influenciando diretamente a reprodução dos mosquitos transmissores da malária. A afirmação é do pesquisador Wanderli Pedro Tadei, chefe do Laboratório de Malária e Dengue do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
De acordo com monitoramento realizado por sua equipe, a ocorrência de um verão atípico no lago de Coari (AM) em fevereiro do ano passado, provocou um aumento de 300% a 500% no número de mosquitos Anopheles darlingi na região.
O estudo foi realizado nos municípios por onde passará o gasoduto Coari-Manaus.
Tadei explicou que, em fevereiro de 2007, as águas do lago Coari subiram antes do tempo e invadiram os igapós, fazendo com que eles se tornassem locais ideais para a reprodução do mosquito.
Em dezembro de 2006 e janeiro de 2007, o número de mosquitos girou em torno de 30 insetos, colhidos na área do gasoduto. Nos dois meses seguintes, quando ocorreu o verão atípico, o monitoramento apontou 1029 e 1599 mosquitos na região estudada.
Aquecimento
- Esse aumento representa uma relação direta entre o aquecimento global e a reprodução do Anopheles, afirma o cientista. Ele esclarece que normalmente nos outros anos, a ocorrência de mosquitos nos meses de fevereiro de março é baixa, pois esse período é de seca no Amazonas. O mosquito da malária se reproduz no período em que os rios, lagos e igarapés da região estão subindo.
Simpósio
Os números foram apresentados por Tadei no simpósio “Amazônia urbana: ambiente, sociedade e saúde”. O evento faz parte da programação da 60º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência que está sendo realizada na Universidade Estadual de Campinas de 13 a 18 deste mês.
Para assistir a vídeos com notícias e informações sobre a Amazônia, acesse gratuitamente www.portalamazonia.com/videosdaamazonia.
Fonte: Por Andréia Mayumi, da Agência Fapeam - JM

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